Yoga theory applied

Application and adaptation of yoga techniques and philosophy

Benefícios da prática do yoga

Mente sã em corpo são...

Saúde física 

Para que tal seja possível, ter uma boa saúde física ajuda muito. Daí que um dos primeiros benefícios do yoga seja o restabelecimento, ou manutenção desta saúde. Como é que isto se faz? Sobretudo com a prática das posturas, embora estas não se possam dissociar da respiração e do factor atenção. As diferentes posturas foram concebidas para permitirem ao corpo poder se movimentar em todas as direcções, trabalhar sobre toda a musculatura, flexibilizando-a e tonificando-a,  melhorar a circulação sanguínea e linfática, melhorar o funcionamento de todos os sistemas do corpo.

Saúde psíquica

A prática da respiração com ritmos adequados pode modificar a disposição de quem a pratica. São conhecidos estudos feitos no Ocidente, nomeadamente nos EUA, que revelam algo conhecido desde a Antiguidade, noutros meios: a diferentes estados de espírito, (medo, ira, amizade, tristeza, alegria, etc.) correspondem determinados padrões respiratórios, ou seja, uma pessoa que está angustiada respira de maneira diferente do que uma outra que esteja tranquilamente a ler um livro. O que é interessante é que o inverso é verdadeiro: se imitarmos um determinado padrão respiratório vamos produzir em nós o estado de espírito correspondente. Durante a prática do yoga, procura-se que a respiração seja tranquila, lenta e profunda, o que induz um estado de serenidade. Além disso ajustes detalhados conduzem cada praticante a encontrar o seu equilíbrio. Vemos então os efeitos no aumento de autoconfiança, na maior facilidade de dormir, num espírito mais positivo, na recuperação de depressões, numa maior resistência ao stress, etc.

Muitos problemas de saúde física têm a sua origem no nosso psiquismo, sem que nos apercebamos disso. O stress da vida actual abala muito as defesas do organismo. Uma forma positiva de olhar para o mundo, ajuda-nos a evitar bastantes problemas.

...mas não só... 

Autoconhecimento

Por mais estranho que pareça, vivemos connosco próprios anos a fio e... pouco nos conhecemos. Só nos apercebemos que algo vai mal quando o corpo «grita», o sinal vermelho brilha e... estamos doentes. Antes disso há muitos outros sinais que nos passam despercebidos e, se tivéssemos reparado neles, talvez pudéssemos evitar o pior. Quando se pratica yoga vai-se aprendendo a ouvir o corpo, vai-se aprendendo a escutar a forma como estamos, aprendemos a conhecer o que é normal e o que está diferente naquele momento. Aprendemos a ler os sinais!

Mas o autoconhecimento vai muito mais além disso. O yoga permite-nos conhecer a nossa mente, as nossas emoções, a nossa «maneira de ser» e caminhar na direcção de algo muito mais profundo em nós, que é fonte de muita tranquilidade, consciência e felicidade. Não há maneira de explicar isso cientificamente, mas é essa a experiência de muitos praticantes ao longo dos séculos e continua a ser a de muitos outros, hoje em dia.

Antes de mais, escolher o tipo de aula que mais lhe convém!

Embora as aulas individuais sejam mais vantajosas para o praticante, algumas pessoas preferem optar por aulas de grupo, ou por uma combinação dos dois tipos.

Se tem problemas de saúde que impedem a frequência das aulas de grupo, ou, se pelo contrário, acha que poderá avançar mais rapidamente se estiver numa aula individual; se por qualquer razão momentaneamente precisa de uma prática adaptada ao seu caso (se está em curso uma gravidez, por exemplo), ou se quer ir mais longe do que a prática postural e respiratória e procura o estudo de textos de desenvolvimento pessoal, aconselhamos as aulas individuais.

Caso contrário, se prefere encontrar outras pessoas e beneficiar dos efeitos do grupo, então a opção é aulas de grupo.

Em qualquer dos casos contacte o professor, exponha a sua situação e logo terá uma opinião.

 

Os grupos são sempre pequenos, porque essa é a melhor forma de se poder chegar a todos os alunos. Apesar da aula ser de grupo, tenta-se na medida do possível individualizá-la ao máximo.

Equipamento

O mais importante é que o praticante se sinta à vontade e se possa movimentar livremente. Por isso, normalmente um fato de treino é uma boa opção. Também aconselhamos o uso de meias (a melhor opção são as anti-derrapantes), uma vez que nos relaxamentos a temperatura do corpo baixa consideravelmente. Além disso propomos como medida de higiene, que cada praticante se faça acompanhar de uma toalha para pousar pelo menos a cabeça.

É preciso ser-se flexível?

Não. O que é mais importante quando se praticam as posturas é a atenção que damos às sensações do corpo e à respiração. Por outras palavras, é preferível uma pessoa pouco flexível, mas concentrada, do que uma muito flexível, a pensar noutra coisa qualquer. No início é normal que o praticante se distraia, porque está numa situação nova. Com o tempo, o mental vai sendo treinado para ficar tranquilamente concentrado. É esse o objectivo. O resto faz-se por si: adquire-se flexibilidade e força naturalmente.

É preciso seguir um regime especial?

Também não. Tradicionalmente associa-se o vegetarianismo à prática de yoga, mas não tem que ser necessariamente assim. Tudo depende da constituição de cada um, da sua actividade, momento da vida, etc. O regime alimentar deve ser adaptado a cada pessoa.

 

Com a continuação da prática, acontece muitas vezes que começa a não haver muito interesse por certos alimentos menos bons para a saúde e naturalmente eles são menos procurados ou mesmo afastados do regime alimentar. Mas é preciso manter-se flexível em relação a este assunto e sobretudo ter discernimento antes de tomar decisões radicais. Os professores, se consultados, darão certamente a sua opinião.

Onde praticar?

A Associação Portuguesa de Viniyoga disponibiliza no seu site uma lista dos professores Viniyoga oficiais em portugal, assim como os seus contactos. Veja em  http://www.apviniyoga.org/professoresviniyoga.htm